A liberação de recursos públicos para associações privadas voltou ao centro do debate político em Três Lagoas. A mais recente polêmica envolve a Associação dos Amigos do Sucuriu, entidade que promove eventos náuticos frequentados majoritariamente por um público de classe média alta — em especial proprietários de lanchas, barcos e ranchos às margens do rio.
Embora seus defensores afirmem que a associação “traz investimento e fomenta o turismo”, críticos questionam: que tipo de investimento? Para quem? E com qual retorno social?
Eventos que já se sustentam… mas dependem de dinheiro público?
Os eventos promovidos pela associação são conhecidos por sua capacidade de atrair público e patrocínio privado. Para parte da comunidade, isso levanta um questionamento inevitável:
se o evento é autossustentável, por que necessita de verba pública?
Em tempos de recursos escassos, a destinação de dinheiro estatal para ações voltadas a um público restrito — e com grande poder aquisitivo — causa desconforto. Moradores destacam que boa parte dos participantes dos eventos já possui ranchos na região e usufrui do rio regularmente, independentemente de iniciativas financiadas pelo município.
Corrida por “utilidade pública”:
O vereador Tonhão celebrou a aprovação do título de utilidade pública para a Associação dos Amigos do Sucuriu. A titulação, entretanto, abre caminho para que a entidade possa receber recursos públicos — e reacende a discussão sobre a proliferação de associações reconhecidas oficialmente durante o atual mandato.
A população pergunta:
Quantas associações já foram transformadas em utilidade pública até agora?
Quantas ainda serão?
Qual o critério adotado?
Quem são os principais articuladores por trás dessas aprovações?
O debate ganha contornos mais delicados quando nomes de figuras políticas aparecem repetidamente nos bastidores.
Transparência — a peça que falta:
Nada impede que associações desenvolvam atividades recreativas ou esportivas. O problema surge quando dinheiro público — verba que deveria atender prioridades coletivas — passa a financiar projetos de interesse restrito, sem clareza sobre contrapartidas sociais reais.
A população exige:
transparência nos critérios de destinação de recursos,
prestação de contas detalhada,
e justificativas concretas sobre o impacto social dessas entidades.
Enquanto isso não ocorre, cresce a sensação de que Três Lagoas vive uma indústria de associações amparada pelo poder político, onde o título de utilidade pública pode estar sendo distribuído com mais facilidade do que prudência.
A cidade merece saber exatamente quem ganha, quanto ganha e por quê. Até lá, a polêmica está longe de terminar.

Embora seus defensores afirmem que a associação “traz investimento e fomenta o turismo”, críticos questionam: que tipo de investimento? Para quem? E com qual retorno social?
Eventos que já se sustentam… mas dependem de dinheiro público?
Os eventos promovidos pela associação são conhecidos por sua capacidade de atrair público e patrocínio privado. Para parte da comunidade, isso levanta um questionamento inevitável:
se o evento é autossustentável, por que necessita de verba pública?
Em tempos de recursos escassos, a destinação de dinheiro estatal para ações voltadas a um público restrito — e com grande poder aquisitivo — causa desconforto. Moradores destacam que boa parte dos participantes dos eventos já possui ranchos na região e usufrui do rio regularmente, independentemente de iniciativas financiadas pelo município.
Corrida por “utilidade pública”:
O vereador Tonhão celebrou a aprovação do título de utilidade pública para a Associação dos Amigos do Sucuriu. A titulação, entretanto, abre caminho para que a entidade possa receber recursos públicos — e reacende a discussão sobre a proliferação de associações reconhecidas oficialmente durante o atual mandato.
A população pergunta:
Quantas associações já foram transformadas em utilidade pública até agora?
Quantas ainda serão?
Qual o critério adotado?
Quem são os principais articuladores por trás dessas aprovações?
O debate ganha contornos mais delicados quando nomes de figuras políticas aparecem repetidamente nos bastidores.
Transparência — a peça que falta:
Nada impede que associações desenvolvam atividades recreativas ou esportivas. O problema surge quando dinheiro público — verba que deveria atender prioridades coletivas — passa a financiar projetos de interesse restrito, sem clareza sobre contrapartidas sociais reais.
A população exige:
transparência nos critérios de destinação de recursos,
prestação de contas detalhada,
e justificativas concretas sobre o impacto social dessas entidades.
Enquanto isso não ocorre, cresce a sensação de que Três Lagoas vive uma indústria de associações amparada pelo poder político, onde o título de utilidade pública pode estar sendo distribuído com mais facilidade do que prudência.
A cidade merece saber exatamente quem ganha, quanto ganha e por quê. Até lá, a polêmica está longe de terminar.




