Crise na saúde aumenta pressão sobre a gestão municipal; Bastidores falam em possível troca na Secretaria
A tensão na administração municipal voltou a subir depois que o líder do governo na Câmara de Vereadores, vereador Sargento Rodrigues, utilizou a tribuna, nesta semana, para cobrar publicamente a secretária de Saúde Juliana Salim, e apontar falhas graves no funcionamento da rede pública. A manifestação expôs problemas que já vinham sendo comentados nos bastidores — e reacendeu rumores sobre uma possível mudança no comando da pasta.
Durante o pronunciamento, o vereador elencou pontos críticos, como a falta de médicos em unidades básicas, escassez de medicamentos essenciais e demora no atendimento em setores considerados estratégicos. A fala chamou atenção não apenas pela dureza, mas por partir de alguém historicamente alinhado ao Executivo. Para parlamentares presentes, o recado foi nítido: a situação atingiu um nível insustentável.
Nos bastidores, a insatisfação é crescente. Fontes próximas à administração afirmam que o prefeito tem sido pressionado por aliados, vereadores e até lideranças comunitárias para promover uma reestruturação na Saúde. A avaliação interna é de que a pasta enfrenta um “gargalo crônico” e que as soluções adotadas até agora não surtiram efeito.
Apesar disso, uma mudança imediata é considerada improvável — pelo menos oficialmente. O motivo é político: o prefeito já realizou diversas trocas em seu secretariado em menos de um ano de gestão, o que tem suscitado críticas e levantado questionamentos sobre sua capacidade de formar uma equipe estável. Uma nova substituição, especialmente na área mais sensível da administração, poderia ser interpretada como reconhecimento de falhas na condução do governo.
Mesmo assim, interlocutores afirmam que o clima é de desgaste. “O prefeito está segurando a indicação por causa do impacto político, mas a pressão só aumenta”, comentou uma fonte ligada ao governo. Vereadores também demonstram frustração, argumentando que a população é quem mais sofre com a demora nas decisões e com os problemas no atendimento.
Enquanto isso, usuários do sistema público continuam enfrentando dificuldades, e a cobrança por respostas concretas se intensifica. A expectativa é que o prefeito faça um anúncio nas próximas semanas — seja reafirmando a atual gestão da Saúde, seja promovendo ajustes que reduzam a crise e apaziguem os ânimos na Câmara.
Até lá, o clima seguirá quente nos corredores do Executivo e do Legislativo, enquanto a a saúde pública permanece no centro das discussões e das críticas.
FONTE: JORNAL RAIO X



