Três Lagoas vive uma crise silenciosa que se arrasta há meses: a falta de medicamentos nas unidades básicas de saúde. Pacientes com doenças crônicas como hipertensão e diabetes, enfrentam diariamente filas e batem portas em busca de remédios que simplesmente não existem nos estoques públicos.
Licitação ineficaz e bens essenciais sumindo das prateleiras.
Consequências para a população vulnerável:
Pacientes dependentes do SUS enfrentam consequências drásticas ao não encontrar tratamento contínuo: tratamentos interrompidos, risco de agravamento de doenças crônicas e sobrecarga financeira ao recorrer à rede privada.
O recente incremento no atendimento do Hospital Regional teria elevado o consumo dos estoques municipais, forçando pacientes a migrarem dos postos para a rede hospitalar — sem que houvesse planejamento para esse aumento de demanda. O resultado: licitação anterior de ~R$5 milhões se mostrou insuficiente. Agora, a Prefeitura anuncia um novo processo estimado em R$10 milhões, com a expectativa de normalização, mas sem prazo estabelecido.
O Ministério Público Federal já havia identificado, em 2024, falhas como uso de software pago ineficiente, ausência crônica de medicamentos básicos (como dipirona, omeprazol, clonazepam), e gestão frágil dos recursos federais.
Apesar das 18 recomendações emitidas para regularização, a Prefeitura segue repetindo os mesmos erros — ignorando prazos e encaminhamentos judiciais.
A cada licitação frustrada, os estoques encurtam, a saúde pública se sobrecarrega e a dependência da rede privada cresce, escancarando desigualdade. A população mais vulnerável perde acesso a medicamentos essenciais, enquanto a Prefeitura mobiliza licitações emergenciais e sem coordenação efetiva entre as esferas da saúde.
Conclusão: é urgente romper o ciclo
Não basta dobrar o valor da licitação – é fundamental repensar o sistema:
Planejamento financeiro realista e sustentável.
Gestão moderna do estoque (usar sistemas públicos como Hórus e abandonar remendos improvisados).
Compliance fiscal e legal para evitar notificações do TCE ou ações do MP.
Transparência com a população sobre prazos e itens em falta.
Envolver conselhos de saúde e usuários no processo decisório.
Sem essas medidas, mais investimento será só mais uma injeção paliativa num sistema cronicamente emperrado — e a população continuará à mercê da incerteza
Licitação ineficaz e bens essenciais sumindo das prateleiras.
Consequências para a população vulnerável:
Pacientes dependentes do SUS enfrentam consequências drásticas ao não encontrar tratamento contínuo: tratamentos interrompidos, risco de agravamento de doenças crônicas e sobrecarga financeira ao recorrer à rede privada.
O recente incremento no atendimento do Hospital Regional teria elevado o consumo dos estoques municipais, forçando pacientes a migrarem dos postos para a rede hospitalar — sem que houvesse planejamento para esse aumento de demanda. O resultado: licitação anterior de ~R$5 milhões se mostrou insuficiente. Agora, a Prefeitura anuncia um novo processo estimado em R$10 milhões, com a expectativa de normalização, mas sem prazo estabelecido.
O Ministério Público Federal já havia identificado, em 2024, falhas como uso de software pago ineficiente, ausência crônica de medicamentos básicos (como dipirona, omeprazol, clonazepam), e gestão frágil dos recursos federais.
Apesar das 18 recomendações emitidas para regularização, a Prefeitura segue repetindo os mesmos erros — ignorando prazos e encaminhamentos judiciais.
A cada licitação frustrada, os estoques encurtam, a saúde pública se sobrecarrega e a dependência da rede privada cresce, escancarando desigualdade. A população mais vulnerável perde acesso a medicamentos essenciais, enquanto a Prefeitura mobiliza licitações emergenciais e sem coordenação efetiva entre as esferas da saúde.
Conclusão: é urgente romper o ciclo
Não basta dobrar o valor da licitação – é fundamental repensar o sistema:
Planejamento financeiro realista e sustentável.
Gestão moderna do estoque (usar sistemas públicos como Hórus e abandonar remendos improvisados).
Compliance fiscal e legal para evitar notificações do TCE ou ações do MP.
Transparência com a população sobre prazos e itens em falta.
Envolver conselhos de saúde e usuários no processo decisório.
Sem essas medidas, mais investimento será só mais uma injeção paliativa num sistema cronicamente emperrado — e a população continuará à mercê da incerteza
FONTE: JORNAL RAIO X



