A rodoviária de Três Lagoas, que deveria ser um cartão de boas-vindas para quem chega à cidade e um ponto de apoio para quem sai em busca de oportunidades, se transformou em um espaço de abandono e medo.
A situação do terminal rodoviário é crítica: escuridão total em diversos pontos, presença constante de usuários de drogas, moradores de rua e relatos frequentes de assaltos. Um retrato do descaso do poder público com a mobilidade e a segurança da população.
Moradores e usuários relatam o pavor que sentem ao circular pelo local, especialmente durante a noite. Mulheres são as principais vítimas de assédio, furtos e ameaças. “Depois das 18h, a gente fica completamente vulnerável. A iluminação é quase inexistente, parece que estamos entrando em um filme de terror. Já pensei em desistir de viajar só para não passar por aqui à noite”, relata uma moradora da Vila Alegre, que prefere não se identificar.
Além da insegurança, a estrutura do terminal segue em ruínas. As obras de reforma anunciadas ainda na gestão passada seguem inconclusas, marcadas por aditivos contratuais e promessas não cumpridas. O que era para ser uma modernização virou um problema ainda maior: tapumes, entulho e poeira agora compõem a paisagem.
O descaso com a iluminação pública da área externa e interna da rodoviária agrava ainda mais a sensação de abandono. Em um município que se orgulha de avanços na indústria e no comércio, a principal porta de entrada terrestre da cidade oferece risco, vergonha e insegurança.
Enquanto o poder público finge não ver, a população sofre. Não há guardas municipais no local com frequência, e a presença da Polícia Militar é pontual. Para os trabalhadores que dependem do ônibus para viajar a outras cidades ou mesmo os que chegam em Três Lagoas pela rodoviária, resta o medo.
A rodoviária de Três Lagoas precisa urgentemente de uma intervenção real, eficaz e responsável. O que está em jogo não é apenas a estética de um prédio público, mas a vida e a dignidade de quem transita por ali diariamente. Até quando a população vai continuar à mercê do abandono?
FONTE: JORNAL RAIO X



