Crise na saúde mental no Sistema Prisional de Três Lagoas: falta de psiquiatra agrava situação e expõe descaso da Secretaria de Saúde

Crise na saúde mental no Sistema Prisional de Três Lagoas: falta de psiquiatra agrava situação e expõe descaso da Secretaria de Saúde

Crise na saúde mental do sistema prisional: falta de psiquiatra agrava situação e expõe descaso da Secretaria de Saúde

A situação da saúde mental no sistema prisional de Três Lagoas chegou a um ponto crítico. Unidades masculinas, femininas e de regime semiaberto estão há semanas sem atendimento psiquiátrico, após a retirada do único profissional psiquiatra que prestava serviço à população carcerária. A medida, tomada sem aviso prévio, deixou centenas de internos desassistidos e gerou revolta entre servidores, familiares e organizações de direitos humanos.

A ausência de um psiquiatra em um ambiente já marcado por tensões, superlotação e vulnerabilidade representa uma ameaça direta à integridade física e mental dos detentos — e também à segurança dos profissionais que atuam nas unidades. Segundo relatos de servidores, os casos de crises psicóticas, surtos e automutilações têm aumentado de forma alarmante nas últimas semanas.

“A demanda cresce a cada dia. Temos pessoas em sofrimento intenso, sem avaliação psiquiatrica e sem acompanhamento. É desumano”, afirmou um agente prisional que preferiu não se identificar.

Apesar dos inúmeros alertas, a Secretaria de Saúde, comandada por Juliana Salim, não apresentou nenhuma solução concreta até o momento. A secretária tem sido duramente criticada por sua falta de gestão e sensibilidade diante de um problema que exige urgência e planejamento.

Especialistas lembram que o atendimento psiquiátrico no sistema prisional não é um favor, mas um direito previsto em lei. A Constituição Federal e a Lei de Execução Penal garantem aos presos acesso integral à saúde — o que inclui acompanhamento psicológico e psiquiátrico. A omissão do poder público, portanto, pode configurar violação de direitos humanos e negligência institucional.

 

 

FONTE: JORNAL RAIO X