Nota de pesar da Diocese de Três Lagoas/MS
“Nele brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. E,
aos que a certeza da morte entristece, a promessa da
imortalidade consola. Senhor, para os que creem em vós,
a vida não é tirada, mas transformada.”
A Diocese de Três Lagoas manifesta o seu imenso pesar pelo falecimento, aos 85 anos, do Diácono Permanente Alberto Cabral Tranin, ocorrido no dia 5 de janeiro, em Londrina/PR.
O Diác. Alberto Tranin exerceu seu ministério com grande afinco e dedicação na Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Três Lagoas, especialmente no Distrito de Arapuá, onde residiu por muitos anos, com enorme empenho na ação evangelizadora e missionária, tendo retornado para Londrina em 2014.
Enfim, expressamos nossa dor, mas também nossas preces, de maneira especial aos seus familiares e à comunidade do Distrito de Arapuá (Capelas São João Batista, Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora Aparecida de Serraria), hoje pertencente à Área Pastoral Santa Dulce dos Pobres, que acompanhou a vida deste nosso irmão. Somos agradecidos a Deus pelo dom da vida e do ministério do Diácono Alberto Tranin, na firme esperança da Vida Eterna conquistada por Cristo Crucificado-Ressuscitado.
Três Lagoas, 6 de janeiro de 2026.
Dom Luiz Gonçalves Knupp
Bispo Diocesano de Três Lagoas
Diác. Roberto Rabelati
Chanceler da Cúria Diocesana de Três Lagoas

Carta ao meu pai
(Texto na íntegra, assinado por Zeca Tranin – 05/01/26)
Vivo um momento embaraçoso. O de receber a notícia que não te tenho mais fisicamente. São várias lembranças de momentos que passamos juntos, suas artes e sua risada “sacana”, disfarçada. Mas quero agradecer a Deus pelo pai que o senhor foi para mim, pelo amigo, pelos exemplos de homem e tantas outras qualidades.
O senhor foi exemplo de fé, de religiosidade, de amor e de temência a Ele. O senhor me passou o DNA para escrever textos e poesias, e isso me oportunizou homenagear pessoas e lugares, mas nunca havia pensado ou me preparado para homenageá-lo por sua partida.
Pela fé, creio que o senhor já está no reino celestial. Pela sua virtude humana, tenho certeza disso. O senhor batalhou muito, criou seus filhos, evangelizou pela sua vocação diaconal, fez muitos amigos e deixou sua marca. Foi o companheiro fiel de minha mãe por 65 anos — e esse número não é para qualquer um.
Guardarei para sempre todas as lembranças que tenho do senhor em Arapuá. Foi lá que tive minha formação humana, onde recebi inúmeros exemplos seus.
Sei que às vezes vou chorar, mas será sempre de saudade. Siga em paz, meu pai. Aqui cuidaremos de sua esposa amada e seguiremos nossa jornada juntos. Nunca deixe de olhar por nós. Obrigado, meu pai. Tenho muito orgulho do senhor.




