Serviço de audiometria oferecido pelo Centro de Especialidades Médicas (CEM) está paralisado há mais de três meses (Foto Divulgação)
O serviço de audiometria oferecido pelo Centro de Especialidades Médicas (CEM) de Três Lagoas está paralisado há mais de três meses após a aposentadoria da fonoaudióloga responsável pelos exames. Desde então, a Secretaria Municipal de Saúde não providenciou a substituição da profissional, deixando dezenas de pacientes em situação de espera — e, pior, sem acesso a aparelhos auditivos essenciais para sua qualidade de vida.
A audiometria é um exame fundamental para diagnosticar perdas auditivas e dar continuidade a tratamentos, além de ser exigida para a liberação de próteses auditivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sem o exame, os pacientes ficam travados no processo, acumulando sofrimento, exclusão social e até mesmo riscos à saúde mental.
“Minha mãe está há quatro meses esperando esse exame para conseguir o aparelho. Ela já não consegue conversar com os netos, se isola cada vez mais. É muito triste ver isso”, relata Adriana Souza, filha de uma paciente de 74 anos que aguarda atendimento.

A situação escancara a falta de planejamento e respeito com os cidadãos por parte da Secretaria Municipal de Saúde. A aposentadoria da fonoaudióloga era um evento previsível. Ainda assim, nenhuma providência foi tomada com antecedência para garantir a continuidade do serviço, essencial para centenas de moradores da cidade.
Mais do que uma falha administrativa, o caso simboliza um descaso com a população que depende da saúde pública. Pessoas idosas, com deficiência auditiva ou em processo de reabilitação auditiva são diretamente afetadas — muitas das quais já enfrentam dificuldades sociais, emocionais e financeiras.
Enquanto isso, a fila de espera só aumenta — e o silêncio forçado de quem não ouve também. Três Lagoas merece mais que promessas. Precisa de ação, respeito e responsabilidade.
FONTE: JORNAL RAIO X



