O que deveria ser um presente no Dia do Servidor Público acabou se tornando motivo de descontentamento e divisão entre os trabalhadores do funcionalismo municipal de TrêsLagoas. O prefeito Cassiano Maia anunciou, em evento comemorativo da data, a redução da carga horária semanal de 40 para 30 horas para os servidores públicos municipais — uma medida que, segundo ele, visava valorizar o funcionalismo e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
No entanto, a alegria durou pouco. No dia seguinte, ao ser publicado o decreto oficializando a mudança, veio a surpresa: a redução não se aplicava aos servidores contratados, beneficiando apenas os concursados e comissionados. A decisão gerou revolta entre os trabalhadores excluídos, que se sentiram desvalorizados e discriminados pela gestão.
“Trabalhamos lado a lado, exercendo as mesmas funções, com as mesmas responsabilidades. Mas na hora de reconhecer, somos tratados como se fôssemos menos importantes”, desabafou uma servidora contratada da área da saúde, que pediu anonimato por medo de retaliação.
A medida também reacendeu o debate sobre a desigualdade de tratamento entre servidores efetivos e contratados. Embora os contratos temporários sejam uma prática comum para suprir demandas emergenciais, muitos desses trabalhadores atuam há anos, sem estabilidade, mas com carga horária e obrigações idênticas às dos concursados.
Para analistas políticos, a decisão de Cassiano Maia expõe uma estratégia política arriscada. O prefeito tentou agradar parte do funcionalismo, mas acabou provocando uma cisão interna em uma categoria que já enfrenta baixos salários e sobrecarga de trabalho. “É uma forma de jogar servidores contra servidores, criando um clima de disputa e ressentimento, quando o ideal seria unir a categoria em torno de pautas coletivas”, avaliou Dr. Ruy Costa, adversário político.
Além disso, especialistas em administração pública alertam que a exclusão dos contratados pode gerar questionamentos legais. O princípio da isonomia, previsto na Constituição Federal, garante tratamento igualitário a trabalhadores que exerçam as mesmas funções, independentemente da forma de vínculo.
Enquanto isso, nas repartições municipais, o clima é de incerteza. Muitos contratados se dizem frustrados e desmotivados, enquanto parte dos concursados se mostra constrangida com o benefício parcial. “Não é justo que colegas de trabalho sejam prejudicados. Todo mundo deveria ser tratado com o mesmo respeito”, comentou uma servidora efetiva da Secretaria de Educação.
O episódio lança uma sombra sobre o discurso de valorização do servidor público e mostra que, na prática, as decisões políticas continuam sendo guiadas mais por interesses eleitorais do que pelo reconhecimento do trabalho coletivo.
Se a intenção do prefeito era celebrar o funcionalismo, o efeito foi o oposto: instalou-se um clima de divisão, ressentimento e desconfiança dentro do serviço público municipal — um retrato amargo do que deveria ser um dia de comemoração.

No entanto, a alegria durou pouco. No dia seguinte, ao ser publicado o decreto oficializando a mudança, veio a surpresa: a redução não se aplicava aos servidores contratados, beneficiando apenas os concursados e comissionados. A decisão gerou revolta entre os trabalhadores excluídos, que se sentiram desvalorizados e discriminados pela gestão.
“Trabalhamos lado a lado, exercendo as mesmas funções, com as mesmas responsabilidades. Mas na hora de reconhecer, somos tratados como se fôssemos menos importantes”, desabafou uma servidora contratada da área da saúde, que pediu anonimato por medo de retaliação.
A medida também reacendeu o debate sobre a desigualdade de tratamento entre servidores efetivos e contratados. Embora os contratos temporários sejam uma prática comum para suprir demandas emergenciais, muitos desses trabalhadores atuam há anos, sem estabilidade, mas com carga horária e obrigações idênticas às dos concursados.
Para analistas políticos, a decisão de Cassiano Maia expõe uma estratégia política arriscada. O prefeito tentou agradar parte do funcionalismo, mas acabou provocando uma cisão interna em uma categoria que já enfrenta baixos salários e sobrecarga de trabalho. “É uma forma de jogar servidores contra servidores, criando um clima de disputa e ressentimento, quando o ideal seria unir a categoria em torno de pautas coletivas”, avaliou Dr. Ruy Costa, adversário político.
Além disso, especialistas em administração pública alertam que a exclusão dos contratados pode gerar questionamentos legais. O princípio da isonomia, previsto na Constituição Federal, garante tratamento igualitário a trabalhadores que exerçam as mesmas funções, independentemente da forma de vínculo.
Enquanto isso, nas repartições municipais, o clima é de incerteza. Muitos contratados se dizem frustrados e desmotivados, enquanto parte dos concursados se mostra constrangida com o benefício parcial. “Não é justo que colegas de trabalho sejam prejudicados. Todo mundo deveria ser tratado com o mesmo respeito”, comentou uma servidora efetiva da Secretaria de Educação.
O episódio lança uma sombra sobre o discurso de valorização do servidor público e mostra que, na prática, as decisões políticas continuam sendo guiadas mais por interesses eleitorais do que pelo reconhecimento do trabalho coletivo.
Se a intenção do prefeito era celebrar o funcionalismo, o efeito foi o oposto: instalou-se um clima de divisão, ressentimento e desconfiança dentro do serviço público municipal — um retrato amargo do que deveria ser um dia de comemoração.




