Em Três Lagoas, a prefeitura mantém contrato com a mesma empresa investigada, custando mais de R$ 700 mil aos cofres públicos
Uma investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) que já colocou sob suspeita mais de R$ 6,5 milhões em contratos firmados por 19 Prefeituras acendeu um sinal de alerta também em Três Lagoas, que mantém contrato com a mesma empresa citada no caso.
A denúncia foi revelada pelo portal Investiga MS e aponta ilegalidades em um contrato de R$ 600 mil firmado sem licitação em Corumba , o que levou o Ministério Público a recomendar a anulação imediata do acordo e a questionar um modelo de terceirização que se espalhou pelo estado.
Segundo o MP, a empresa AEG Assessoramento e Consultoria Empresarial teria sido contratada por diversos municípios para assessoria contábil tributária, serviços considerados rotineiros, que deveriam ser executados por servidores públicos, levantando suspeitas sobre a legalidade e a real necessidade dos gastos milionários.
Em Três Lagoas, a prefeitura mantém contrato com a mesma empresa investigada, custando mais de R$ 700 mil aos cofres públicos, o que levanta questionamentos sobre a legalidade da contratação, os valores pagos e a necessidade real dos serviços prestados.
Especialistas em administração pública apontam que a contratação de consultorias para funções internas pode configurar desvio de finalidade e possível burla ao concurso público, caso fique comprovado que os serviços poderiam ser realizados por servidores do quadro permanente.
A investigação do Ministério Público aponta que o caso pode ser apenas a ponta de um iceberg, já que o mesmo modelo foi replicado em diversas cidades, drenando recursos públicos com contratos semelhantes.
A recomendação do MP para anulação do contrato de Corumbá pode abrir caminho para ações civis públicas, responsabilização de gestores e eventual devolução de recursos aos cofres públicos, caso irregularidades sejam confirmadas.
Até o momento, a Prefeitura de Três Lagoas não se manifestou publicamente sobre o contrato com a empresa investigada.
O silêncio da administração municipal reforça a cobrança por transparência, fiscalização e explicações à população, especialmente em um cenário de dificuldades financeiras e demandas prioritárias nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.
Para moradores e internautas, o caso expõe mais um exemplo de contratos milionários com pouca clareza, enquanto serviços básicos seguem enfrentando precariedade.
A investigação do Ministério Público pode atingir diretamente Três Lagoas caso sejam identificadas irregularidades semelhantes às encontradas em outras cidades, o que pode resultar em processos judiciais, bloqueio de recursos e responsabilização de agentes públicos.
O Jornal da Lagoa seguirá acompanhando o caso e cobrando explicações da Prefeitura de Três Lagoas.
FONTE: JORNAL DA LAGOA



