Marcos Bocato rompe com o PT e expõe crise interna do partido em Três Lagoas

Marcos Bocato rompe com o PT e expõe crise interna do partido em Três Lagoas

Na manhã desta quinta-feira, 21 de agosto de 2025, o tradicional líder comunitário e histórico militante do Partido dos Trabalhadores (PT) em Três Lagoas, Marcos Bocato, protocolou oficialmente sua desfiliação da sigla. O motivo, segundo ele, é a profunda decepção com os rumos tomados pelo partido no município, em especial pela postura da única representante do PT na Câmara, a vereadora Maria Diogo.



Bocato, conhecido pela defesa das minorias e da pauta da habitação, afirmou que Maria Diogo abandonou as bandeiras históricas do partido e se alinhou politicamente ao prefeito, cuja administração vem sendo alvo de duras críticas da população. “O PT de Três Lagoas esperou anos para ter novamente uma cadeira no Legislativo. E quando consegue, a vereadora prefere estar ao lado de um governo que não entrega saúde, educação, moradia, iluminação pública, nem dignidade para a população. Isso é inadmissível”, declarou.

A gestão municipal, alvo de protestos e reclamações quase diárias, sofre críticas por problemas recorrentes como falta de medicamentos e médicos nas unidades de saúde, escuridão em diversas avenidas pela precariedade da iluminação pública, ruas esburacadas e infraestrutura abandonada, além de destinação de altos valores a associações ligadas ao grupo político do prefeito, enquanto bairros populares continuam esquecidos.

Para Bocato, a postura da vereadora simboliza uma ruptura de princípios: “O PT nasceu da luta popular, da resistência contra governos que governavam para poucos. Hoje, em Três Lagoas, o partido se cala e se curva diante de um prefeito que está sucateando a cidade. Não compactuo com isso”.

O rompimento de Bocato expõe não apenas a crise de identidade do PT em Três Lagoas, mas também o distanciamento entre lideranças históricas e novos representantes que, segundo críticos, optaram pelo caminho mais conveniente do que pelo compromisso com a militância e a população.

A desfiliação deve abrir uma nova frente política para Bocato, que já sinalizou que continuará na vida pública, mas sem se prender a uma sigla que, em suas palavras, “perdeu a coerência na cidade”.

 

 

FONTE: JORNAL RAIO X