Andradina
Araçatuba
Três Lagoas
Birigui
Fluxo confuso e falta de planejamento da Secretaria de Saúde de 3 Lagoas expõem pacientes ortopédicos a transtornos desnecessários

Fluxo confuso e falta de planejamento da Secretaria de Saúde de 3 Lagoas expõem pacientes ortopédicos a transtornos desnecessários

Fluxo confuso e falta de planejamento da Secretaria de Saúde expõem pacientes ortopédicos a transtornos desnecessários

 

A divulgação de novas orientações sobre o fluxo de atendimento ortopédico em pós-operatório  reacendeu críticas sobre a organização. 

Segundo a orientação, o paciente operado no HNSA deve procurar a USF com a guia de alta, onde será aberta uma solicitação no SISREG para “Consulta em Ortopedia Geral”. Já os retornos imediatos — quando previstos — ficam sob responsabilidade do próprio hospital, em razão de contrato com a Secretaria.

O problema é que, na prática, pacientes frequentemente não recebem informações claras no momento da alta, chegando às unidades sem saber se o retorno será no hospital ou via regulação. Profissionais relatam que muitos chegam angustiados, com dores e dúvidas, e são empurrados de um lugar para o outro.

“A responsabilidade fica jogada para a ponta, enquanto quem deveria organizar o processo permanece distante”, relata um trabalhador da rede, que prefere não se identificar.

Se a rede municipal só se movimenta após reclamações internas, como esperar que o usuário final tenha uma jornada de cuidado minimamente organizada?

A grande pergunta: onde está a gestão?

O assunto expõe um problema maior: a falta de integração e de comunicação eficaz dentro da própria Secretaria Municipal de Saúde.

Falta orientação clara no hospital;

Falta articulação com a Atenção Primária;

Falta alinhamento com a regulação;

E sobra para o paciente, que já está fragilizado, enfrentar burocracia, desencontro de informações e agendamentos que demoram semanas.

Um paciente recém-operado não deveria peregrinar entre hospital, USF e SISREG para descobrir quem é responsável pelo seu retorno. Esse é um direito básico e uma obrigação da gestão.

O que se vê, porém, é uma Secretaria que reage tardiamente, com medidas paliativas e comunicados internos que reconhecem, nas entrelinhas, que o fluxo não estava funcionando.

Em um momento em que tanto se fala em “humanização”, a impressão deixada é de que falta justamente humanidade no planejamento e no cuidado com quem mais precisa.

Quando a Secretaria Municipal de Saúde assumirá de fato sua responsabilidade e organizará um fluxo claro, eficiente e digno para pacientes ortopédicos?

Três Lagoas espera que a gestão pare de apagar incêndios e comece, finalmente, a trabalhar com prevenção, planejamento e respeito aos usuários.
 
 
 
 
FONTE: JORNAL RAIO X