Farmacêutico contratado pela Prefeitura de Três Lagoas e cedido ao presídio é preso dentro da unidade com seis celulares
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Farmacêutico contratado pela Prefeitura de Três Lagoas e cedido ao presídio é preso dentro da unidade com seis celulares

A prisão de um farmacêutico contratado pela Prefeitura de Três Lagoas, lotado na Secretaria Municipal de Saúde e cedido ao presídio da cidade, escancarou uma crise de responsabilidade que vai muito além do ato individual. O servidor foi detido na manhã de hoje (8) dentro da própria unidade prisional, portando seis celulares que, segundo a Polícia Penal, seriam destinados a facilitar a comunicação ilícita entre detentos — prática que alimenta organizações criminosas, aciona esquemas externos e rompe completamente a segurança do sistema prisional.

O episódio, por sua gravidade, não pode ser tratado como um caso isolado. Ele levanta questionamentos sérios sobre a fiscalização, a gestão de pessoal e os critérios de cessão de servidores adotados pela Prefeitura e pela Secretaria de Saúde. 

Esse caso expõe uma prática que há anos é alvo de críticas: a cessão de servidores municipais para outras estruturas sem critérios claros, sem treinamento específico e, sobretudo, sem supervisão. O resultado — no caso de hoje — foi permitir que o crime atravessasse a porta do presídio pelas mãos de alguém que deveria representar o serviço público municipal.

O episódio coloca a Prefeitura e a Secretaria de Saúde sob holofotes. A responsabilidade é institucional, e não apenas individual. A confiança da população depende de respostas rápidas, investigação rigorosa e medidas que impeçam que servidores cedidos sejam utilizados para fins criminosos.

O caso ainda está sendo investigado.
 
 
 
FONTE: JORNAL RAIO X