Empresário andradinense Mário Celso Lopes perde briga por fatia da Eldorado Brasil de Três Lagoas

Empresário andradinense Mário Celso Lopes perde briga por fatia da Eldorado Brasil de Três Lagoas

EMPRESÁRIO PODERÁ DESEMBOLSAR MAIS 50 MILHÕES DE SUCUMBÊNCIA DE CUSTAS E INDENIZAÇÕES NA JUSTIÇA PAULISTA

 

STJ decide contra TJ-MS e empresário Mário Celso Lopes perde briga por fatia da Eldorado 

Por unanimidade, STJ decidiu que a demanda deve ser resolvida na Justiça de São Paulo, não de Mato Grosso do Sul, não cabem mais recursos

Por nove votos a zero, a segunda  seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul não tem competência para julgar ação movida por um fundo do empresário Mário Celso Lopes por uma fatia de 8,28% da Eldorado Brasil Celulose. Lopes é ex-acionista da empresa com fábrica em Três Lagoas.

O julgamento foi concluído nesta terça feira (18/09/20), a partir de recurso apresentado pela defesa de Lopes contra decisão da ministra Nancy Andrighi, do STJ. Ela havia decido que a Justiça de São Paulo é a jurisdição correta para ação. Tanto o acordo de acionistas quanto o contrato de venda de participação de Lopes na Eldorado definem que o foro para resolução de conflitos entre os então sócios é a capital Paulista. Com a decisão unânime  na seção, não cabem mais recursos no STJ.

O desembargador Nélio Stábile, do TJ-MS, chegou conceder medidas cautelares em favor do empresário. Mas a 2º Vara Empresarial e de conflitos de arbritagem de São Paulo (SP) decidiu que o fundo de Lopes, MCL Fundo de Investimento de Participações, não poderia exercer nenhum direito sobre ações da Eldorado. Stábile, então , suscitou o conflito de competência para decisão no STJ, onde foi derrotado.

ENTENDA O CASO

Apesar de ter deixado a sociedade na Eldorado em 2012, Lopes ingressou apenas em 2019 com uma ação na Justiça de Mato Grosso do Sul , em que demanda ser ressarcido no equivalente a 8,28% das ações da Eldorado. A alegação de Lopes é que sua empresa MJ Participações teve sua participação na companhia de celulose reduzida irregularmente, em 2011, de 25%  para 16,72%.

No entanto, documentos apresentados na ação pela J&F Investimentos, controladora da Eldorado, mostram que a participação total da MJ na empresa de celulose nunca deixou de ser 25%. O contrato por meio do qual a J&F adquiriu e incorporou a MJ, em 2012, descreve que a MJ continuava detendo 25% de participação total na Eldorado.

A J&F citou depoimentos Mário Celso Lopes à Polícia Federal e à CPI do BNDES, em 2017 e 2019, respectivamente, nos quais o empresário afirma te vendido 25% da Eldorado por R$ 300 milhões . À CPI do BNDES, sob julgamento, Lopes chega ainda a afirmar que fez a venda por entender que o valor proposto era interessante e que sua saída ocorreu sem nenhum tipo de litígio. Cinco meses depois disso, o empresário entrou com ação judicial.

 

fonte: Perfil News