Em Três Lagoas gestão Guerreiro demite médico do CEM que tinha sido empossado sem comprovar especialização

Em Três Lagoas gestão Guerreiro demite médico do CEM que tinha sido empossado sem comprovar especialização

O Médico estava atuando no CEM na área de Cardiologia desde 2019

A prefeitura de Três Lagoas publicou no Diário Oficial dos Municípios nesta segunda-feira,dia 24, a demissão de um médico empossado em 2019 em concurso público como cardiologista, mas que, segundo a publicação, não comprovou a devida especialização na área em que tomou posse para atuar na Secretaria de Saúde do município.

 

O assunto foi tema de matéria do site e jornal Expressão MS em setembro de 2019, após denúncia do vereador Davis Martinelli sobre irregularidades em posses de médicos e especialistas em 2019. Na época a denúncia era de posse de uma médica que ainda não tinha nem concluído o curso de medicina, outra médica especialista em ginecologia e do médico cardiologista que não teria comprovado sua especialização. As duas primeiras foram exoneradas logo após a denúncia do vereador, e o cardiologista chegou a ser afastado do cargo mas foi reintegrado após liminar judicial, cujo mérito ainda não foi julgado.

 

Uma Comissão foi criada na Câmara para se investigar o caso, e na prefeitura também outra comissão foi responsável para investigar o caso. A Comissão da prefeitura decidiu pela demissão do médico tendo em vista o mesmo não apresentar documentos que comprovassem sua especialização na área de cardiologia reconhecidos pelas entidades de classe para exercer a especialidade de cardiologia.

 

O interessante neste caso é que após a divulgação do edital com o resultado da prova escrita aos aprovados no concurso público, a prefeitura publicou outro edital dando 30 dias para os profissionais aprovados apresentarem a comprovação de suas especialidades conforme descritos no edital do concurso, e já naquela ocasião, os referidos profissionais denunciados pelo vereador posteriormente, foram empossados para trabalharem sem as devidas comprovações na saúde pública do município.

 

Entenda o caso

 

O vereador de Três Lagoas, Davis Martinelli, fez o uso da tribuna na sessão da terça-feira, dia 27 de setembro de 2019, para denunciar supostas nomeações e posses de médicos na secretaria de saúde do município, que segundo ele, não possuíam o registro na entidade de classe a que pertencem e também não comprovam especialidade para o qual foram empossados neste ano de 2019, referente ao concurso 01/2018. 

 

De acordo com o vereador na época, após ato convocatório para apresentação dos documentos de comprovantes de escolaridade (diploma e histórico, etc) e inscrição no Conselho Regional de Medicina - CRM, o secretário de administração teria convocado e dado posse a médicos sem as devidas comprovações da documentação necessária exigida no concurso público e no ato convocatório de apresentação. “O secretário de administração convocou em ato de 28 de março de 2019, os aprovados para a posse, mesmo com ausência de documentos obrigatórios para a posse, em especial o curso superior de graduação em medicina, e titulação na área prestada, fornecido por instituição reconhecida pelo MEC, e também com os devidos registros no conselho de classe”, denunciou Davis.

 

“De forma negligente o secretário convocou para a posse médicos que supostamente não possuem a titulação mínima exigida, cometendo assim, infração político administrativa, passível de investigação pela Câmara de Vereadores e Ministério Público Federal”, disse o parlamentar.

Davis citou o caso de uma suposta médica que teria tomado posse em maio de 2019, trabalhado numa unidade de saúde do município e foi afastada no início de julho, após denúncias na própria secretaria de saúde de que a mesma sequer possuía diploma de conclusão do curso de medicina. “Como deram posse a uma pessoa que não atendeu os requisitos básicos do concurso público em questão? Não fizeram as devidas constatações dos documentos necessários? E se essa suposta falsa médica errou em medicação a pacientes que deixaram sequelas?”, questionou o vereador em entrevista ao Expressão MS.

“De forma negligente o secretário convocou para a posse médicos que supostamente não possuem a titulação mínima exigida, cometendo assim, infração político administrativa, passível de investigação pela Câmara de Vereadores e Ministério Público Federal”, Davis Martinelli.

O vereador citou outro caso que considerou absurdo, pois o edital do concurso especifica de forma clara e inequívoca os requisitos necessários para a nomeação em caso de aprovação do candidato ao mesmo. É o caso de um médico empossado para o cargo de cardiologista que não tem no registro do Conselho Regional de Medicina – CRM, o registro da especialização exigida no concurso. “A prefeitura afastou nesta sexta-feira, dia 30, através de ato publicado no diário oficial dos municípios, o médico empossado para o cargo de cardiologista, e eu recebi um ofício do CRM em resposta a um questionamento meu, informando que o suposto especialista não possui o devido registro”.

 

Davis disse que protocolou ofício na prefeitura comunicando o prefeito Angelo Guerreiro e a secretária de Saúde Angelina Zuque sobre os fatos, com cópias dos documentos, e solicitando providências sobre o assunto. Segundo ele, dos médicos empossados em 2019, vários não tinham os devidos documentos comprobatórios de suas formações ou especializações.

 

Crédito Expressão MS.