CRIANÇA DE 3 ANOS DE TRÊS LAGOAS FALECE EM AMBULÂNCIA A CAMINHO DE CAMPO GRANDE
O drama começou a se desenrolar quando a ambulância já estava a caminho de Campo Grande, aproximando-se da cidade de Água Clara. Apesar de todos os esforços e do aparato de emergência, a equipe não conseguiu reverter a situação. O óbito foi constatado ainda dentro da ambulância, já nas dependências de Água Clara.
O desfecho trágico da madrugada do último sábado, quando uma criança de 3 anos, internada no Hospital de Três Lagoas, veio a óbito durante uma transferência de emergência para a capital, Campo Grande.
O incidente, ocorrido nas proximidades de Água Clara, reacende o debate sobre a logística e os desafios do transporte de pacientes em estado crítico (critérios de suporte avançado à vida) nas longas distâncias que separam as cidades do interior dos centros de referência.
O CONTEXTO DA TRANSFERÊNCIA E A URGÊNCIA
A criança, cuja identidade não foi revelada por respeito à família, estava sob cuidados intensivos no hospital em Três Lagoas. A decisão pela transferência para Campo Grande indica que o quadro clínico era grave e demandava recursos ou especialidades médicas indisponíveis na unidade local – possivelmente leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica ou intervenções cirúrgicas de alta complexidade.
O deslocamento de Três Lagoas a Campo Grande cobre uma distância de aproximadamente 320 quilômetros, uma viagem que, em condições normais, leva cerca de quatro horas. O transporte era realizado por uma ambulância, presumivelmente equipada como UTI Móvel (Suporte Avançado), acompanhada por profissionais de saúde habilitados (médico e/ou enfermeiro, além do condutor).
A CRISE E A CORRIDA CONTRA O TEMPO EM ÁGUA CLARA
O drama começou a se desenrolar quando a ambulância já estava a caminho de Campo Grande, aproximando-se da cidade de Água Clara.
Agravamento Súbito: A criança apresentou um mal súbito, indicando uma piora inesperada e crítica do seu estado de saúde, possivelmente uma parada cardiorrespiratória (PCR), complicação frequente em pacientes pediátricos graves.
Decisão de Emergência: Diante da iminência de um desfecho fatal, a equipe de saúde alterou a rota imediatamente, acelerando a marcha na tentativa desesperada de chegar ao pronto-atendimento mais próximo em Água Clara, buscando um ambiente mais estruturado para o suporte.
Luta pela Vida: Dentro da ambulância em movimento, os profissionais iniciaram e mantiveram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) por um período extenso, superior a 30 minutos, lutando para reverter o quadro.
Apesar de todos os esforços e do aparato de emergência, a equipe não conseguiu reverter a situação. O óbito foi constatado ainda dentro da ambulância, já nas dependências de Água Clara.
O falecimento de um paciente durante uma transferência gera protocolos rigorosos e investigações para garantir a transparência e a melhoria contínua do sistema:
Causa da Morte: Será emitido o laudo de óbito detalhando a causa fundamental da morte, que provavelmente será relacionada à patologia pré-existente da criança e ao seu agravamento súbito e irreversível.
Auditoria de Procedimentos: Os órgãos de saúde (Secretaria Municipal, Estadual e o Hospital Auxiliadora) devem realizar uma auditoria da transferência. Essa análise visa verificar:
A adequação da equipe e dos equipamentos (se a ambulância e o suporte eram compatíveis com a gravidade do paciente).
O cumprimento dos protocolos de emergência e reanimação.
A justificativa e o momento da decisão pela transferência.
Impacto na Família: A prioridade neste momento é o suporte e acolhimento à família enlutada, que enfrenta a dor da perda em circunstâncias tão dramáticas.
Este caso serve como um lembrete doloroso dos desafios logísticos na saúde pública brasileira, em que a distância entre os municípios e os centros de tratamento de alta complexidade pode, tragicamente, se tornar um fator decisivo.
FONTE: SAIBA TUDO BRASIL



