Mato Grosso do Sul pretende ter até 50 mil hectares de laranja até 2030, podendo gerar 10 mil empregos e, inclusive, contratar mão de obra indígena. Hoje, o Estado já tem 15 mil hectares plantados e mais 15 mil hectares prontos para o plantio. A ideia é que o setor seja industrializado nos próximos anos.
“O governo do Mato Grosso do Sul está atraindo investidores da citricultura, especialmente de São Paulo, onde a doença greening está devastando as plantações. O Estado oferece áreas de pastagem disponíveis (4 milhões de hectares no Vale da Celulose) para plantio de laranja, com planos de 50 mil hectares até 2030, sem desmatamento. O objetivo é gerar 10 mil empregos diretos, com a possibilidade de contratar mão de obra indígena. O governo oferece incentivos fiscais, como a redução do ICMS na saída da laranja, com foco inicial em abastecer as indústrias de suco de laranja de São Paulo. A meta é ter uma indústria local quando 30 mil hectares estiverem em produção, o que é um processo em andamento. O Estado se apresenta como desburocratizado e empreendedor”, disse Rogério Beretta.
O Senador Nelsinho Trad diz que o Estado está experimentando uma política administrativa nunca antes vista.
“Como senador da República, a gente convive com outros senadores de outros estados e testemunha confusões. Para nós, é um motivo de privilégio abrir essa nova economia. Por aqui, estamos experimentando um boom da celulose e estudamos o que o Senado pode fazer para melhorar a região e os impactos dessas grandes empresas. O governo federal precisa olhar a região com um olhar diferente. Aqui temos um time muito bem escolhido que foi atrás do que não deu certo no nosso Estado para realizarmos um trabalho preventivo em MS”, disse.
O governador Eduardo Riedel adianta que é um trabalho a longo prazo, mas com grande potencial econômico.
“Estamos falando de uma cultura de longo prazo, de uma cultura com alta capacidade de ajudar pessoas, uma cultura muito técnica, e que, atrás dela, como foi com a floresta, vem a indústria. É uma oportunidade para a nossa gente. É uma cadeia produtiva em outros estados que agora nasce em Mato Grosso do Sul. A gente está aprendendo junto como as questões se desenvolvendo e o meio ambiente podem caminhar juntos”.
O prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia, afirma que Três Lagoas está se educando para esse novo cenário econômico.
“Três Lagoas está sendo uma boa aluna. Estamos fazendo capacitação e queremos produzir laranja o suficiente para o estado conseguir ter uma indústria do setor e ajudar no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, disse Cassiano.
O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, também conta como o Estado está realizando o trabalho de capacitação.
“Ontem tivemos um encontro com todos os secretários para realizar o trabalho preventivo de possíveis pragas. Teve um grande trabalho de capacitação com a equipe da Iagro. Nos questionam quando MS vai ter uma fábrica, e eu digo que precisamos produzir primeiro. Vamos produzir primeiro 32 milhões de caixas de laranja e certamente encontraremos investidores”, disse Verruck.
FONTE: MIDIA MAX



