Andradina
Araçatuba
Três Lagoas
Birigui

Video

Chefe afastado do setor de Saúde continua influenciando decisões e clima de tensão aumenta entre servidores de Três Lagoas

Chefe afastado do setor de Saúde continua influenciando decisões e clima de tensão aumenta entre servidores de Três Lagoas

Chefe afastado do setor de Saúde continua influenciando decisões e clima de tensão aumenta entre servidores 

Mesmo após denúncias de assédio moral e irregularidades no transporte da Saúde, gestor afastado segue interferindo no setor com apoio político de aliados, segundo relatos de funcionários.


 

O clima dentro do setor de transporte da Saúde Municipal segue tenso, mesmo após o afastamento do chefe responsável pelas denúncias que vieram à tona nas últimas semanas. Segundo servidores ouvidos pelo Jornal Raio-X, o gestor, embora oficialmente afastado das funções, continua exercendo influência direta sobre decisões e escalas de trabalho, agindo nos bastidores.
 

As denúncias publicadas anteriormente pelo Raio-X apontavam episódios de assédio moral, tratamento desrespeitoso a funcionários e supostas irregularidades no uso de veículos da saúde. Após a repercussão negativa, a Prefeitura anunciou o afastamento do chefe como medida administrativa preventiva.
 

No entanto, relatos recentes indicam que a medida não teve efeito prático. “Ele continua mandando. Mesmo sem ser oficialmente o coordenador, decide quem pode fazer plantão e quem não pode. Quem reclama, é perseguido”, disse um servidor sob condição de anonimato, temendo represálias.
 

E segundo o funcionário, o mesmo esta organizando um abaixo-assinado com a maioria dos contratados para mante-lo no cargo.
 

Bastidores e interferência política
 

Fontes internas afirmam que o ex-chefe mantém proximidade com o presidente da Câmara, Tonhão, e que essa ligação tem garantido sua influência. “É como se nada tivesse mudado. Ele diz que ninguém mexe com ele porque tem ‘costas quentes’. O ambiente está insuportável”, contou outro funcionário.
 

A presença indireta do ex-gestor estaria agravando a divisão entre servidores e alimentando intrigas internas, com tentativas de culpar colegas pelas denúncias feitas ao Raio-X — muitas delas sem qualquer prova concreta.
 

A falta de transparência e a omissão das autoridades
 

Apesar da gravidade das denúncias, a Prefeitura ainda não esclareceu se o afastamento do chefe foi formalizado por portaria e se houve abertura de processo administrativo disciplinar. A falta de informações oficiais reforça a percepção de impunidade e alimenta a sensação de descrédito entre os funcionários.
 

Enquanto isso, o setor, que deveria estar voltado ao atendimento da população, vive uma crise de confiança. “O foco deveria ser a saúde das pessoas, mas o que temos é um jogo de poder, vaidades e perseguições”, resumiu um servidor.
 

Conclusão
 

O caso expõe, mais uma vez, a fragilidade na gestão pública e na proteção de servidores denunciantes. A interferência política em setores técnicos e a ausência de uma resposta firme das autoridades locais reforçam a necessidade de transparência, fiscalização e responsabilização.
 

Se confirmadas as acusações de que um servidor afastado segue tomando decisões administrativas, o episódio pode configurar desvio de função e prevaricação por parte de gestores que permitirem a situação.
 

Enquanto nada muda, o transporte da saúde — essencial para o atendimento de pacientes em tratamentos e emergências — continua refém de disputas políticas e de um ambiente marcado pelo medo.

 

 

FONTE: JORNAL RAIO X