Centro Odontológico de Três Lagoas sucateado: população atendida em meio ao abandono

Centro Odontológico de Três Lagoas sucateado: população atendida em meio ao abandono

Cadeiras odontológicas rasgadas e danificadas, fios elétricos expostos, infiltrações nas paredes, aparelhos de ar-condicionado quebrados e risco de incêndio fazem parte da rotina da unidade

O Jornal da Lagoa teve acesso, por meio de denúncia anônima, a imagens e relatos que revelam a situação alarmante do Centro Odontológico de Três Lagoas. O que deveria ser um espaço de cuidado e promoção da saúde bucal se transformou em um ambiente de insalubridade, abandono e risco iminente à população e aos profissionais.

Cadeiras odontológicas rasgadas e danificadas, fios elétricos expostos, infiltrações nas paredes, aparelhos de ar-condicionado quebrados e risco de incêndio fazem parte da rotina da unidade. O cenário expõe não apenas a precarização do serviço público, mas também uma ameaça direta à segurança de pacientes e trabalhadores.

Profissionais que atuam no local relatam condições degradantes de trabalho, sem estrutura mínima para atender a população com dignidade. Já os usuários do SUS, muitos em situação de vulnerabilidade social, são obrigados a se submeter a atendimentos em um espaço que fere normas básicas de higiene, segurança e biossegurança.

A situação do Centro Odontológico não pode ser tratada como um caso isolado ou pontual. Trata-se de um reflexo direto da condução da política de saúde pública no município. O prefeito Cassiano Maia e a secretária municipal de Saúde, Juliana Salim, são os responsáveis diretos pela estrutura, manutenção e funcionamento da rede pública de saúde.

É inadmissível que, em pleno 2026, uma cidade do porte de Três Lagoas mantenha uma unidade de saúde em condições tão precárias. A falta de manutenção, a negligência com equipamentos e a ausência de investimentos básicos revelam descaso com a população e com os servidores públicos.

Ambientes com infiltrações, equipamentos deteriorados e instalações elétricas expostas representam risco de contaminação, acidentes e até incêndios. Em um espaço onde se realizam procedimentos invasivos, a precariedade estrutural compromete diretamente a segurança dos atendimentos odontológicos, podendo gerar infecções, complicações e processos judiciais contra o município.

Diante da gravidade dos fatos, a população cobra respostas.
Onde estão os recursos destinados à manutenção das unidades de saúde?
Por que o Centro Odontológico foi abandonado a esse ponto?
Quem está fiscalizando as condições das unidades de atendimento?

O Jornal da Lagoa cobra do prefeito Cassiano Maia e da secretária Juliana Salim providências imediatas, transparência nos gastos públicos e um plano emergencial de recuperação da unidade. A saúde pública não pode ser tratada como gasto secundário, muito menos com improviso e negligência.

A população de Três Lagoas merece respeito, dignidade e serviços de saúde seguros. O que se vê hoje no Centro Odontológico é um retrato de abandono que não pode continuar sendo ignorado.