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Atendimento médico suspenso na APAE de Três Lagoas gera indignação

Atendimento médico suspenso na APAE de Três Lagoas gera indignação

A APAE de Três Lagoas, instituição que há décadas presta um trabalho essencial no cuidado e desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual e múltipla, está enfrentando uma grave situação: a suspensão repentina do atendimento  médico realizado pelo Dr. Astrogildo, profissional que acompanhava inúmeros pacientes e desempenhava papel crucial no tratamento e acompanhamento dessas pessoas.

De forma inesperada e sem apresentar uma justificativa clara à comunidade, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu interromper esse atendimento, deixando dezenas de famílias aflitas e desamparadas. Para muitos usuários da APAE, o acompanhamento não é apenas um tratamento, mas sim uma necessidade contínua para garantir qualidade de vida, bem-estar emocional e evolução no quadro clínico.

A ausência desse serviço já começa a trazer impactos: pacientes que necessitam de ajustes de medicação, avaliação de comportamento ou acompanhamento próximo estão sendo obrigados a buscar alternativas, muitas vezes em consultas particulares que a maioria das famílias não tem condições de pagar. Além disso, a fila de espera no sistema público de saúde é longa, e não há garantia de que os pacientes receberão atendimento especializado em tempo hábil.

A situação é ainda mais grave porque a APAE é referência no município e concentra atendimentos integrados — terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e médico — que funcionam de forma articulada. A retirada do médico rompe esse ciclo de cuidado e compromete a eficácia dos tratamentos.

Famílias, profissionais e a própria direção da APAE cobram uma resposta da Prefeitura e da Secretaria de Saúde. Afinal, trata-se de um serviço essencial para uma parcela extremamente vulnerável da população, que depende da sensibilidade e do compromisso do poder público para garantir seus direitos.

Se a justificativa para a suspensão não for devidamente esclarecida e o atendimento não for restabelecido com urgência, corre-se o risco de um retrocesso significativo no cuidado de pessoas que mais precisam de atenção especializada. É hora de a gestão municipal ouvir a comunidade, respeitar a importância da APAE e devolver a esses pacientes o acompanhamento que nunca deveria ter sido interrompido.
 
 
 
FONTE: JORNAL RAIO X