Projeto será concluído neste ano e DNIT trabalha para licitar obra e iniciar execução em 2027
Durante vistoria às obras da BR-262, em Terenos, o ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou que o projeto de duplicação entre Terenos e Aquidauana será concluído ainda neste ano para permitir a licitação da obra em 2027 (Foto: Juliano Almeida)
Um motorista enviou imagens à redação do Fatos Regionais para alertar sobre o péssimo estado de conservação do asfalto na BR-262, especificamente na ponte sobre o Rio Verde, em Água Clara (MS). Denominada Ponte Odonaldo Lázaro Dutra — em homenagem a um ex-prefeito do município —, a estrutura marca a divisa entre Água Clara e Ribas do Rio Pardo.
O condutor chama a atenção para o risco constante na via, que registra tráfego intenso ao longo de todo o dia e parte da noite. Pelo local, transitam centenas de carretas carregadas com toras de eucalipto e celulose a caminho do polo industrial de Ribas do Rio Pardo, além de caçambas e veículos de passeio
.“Precisamos cobrar das nossas autoridades uma solução para esse problema antes que algo grave aconteça”, desabafou o motorista.
O trecho em questão faz parte da BR-262, importante corredor logístico que liga Três Lagoas a Campo Grande. A rodovia foi concedida à iniciativa privada e, inclusive, já conta com praças de pedágio em construção ao longo de sua extensão.
A Concessão e a Rota da Celulose
A empresa responsável pela administração do trecho privatizado da BR-262 em Mato Grosso do Sul é a concessionária Caminhos da Celulose. A concessão integra o projeto “Rota da Celulose”, leilão que transferiu a gestão da malha viária para o setor privado.
O bloco concedido abrange 870,3 quilômetros de rodovias estaduais e federais no estado. No caso da BR-262, o segmento sob responsabilidade da concessionária estende-se por 328,2 quilômetros — da divisa com São Paulo (em Três Lagoas) até o entroncamento com a BR-163, em Campo Grande. O contrato de concessão prevê a duplicação obrigatória de mais de 100 km dessa via, com prioridade para o trecho entre a capital e Ribas do Rio Pardo.
O mesmo pacote inclui também a BR-267 (entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul) e as rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, fundamentais para o escoamento da produção de celulose no Leste do estado.
Já o trecho da BR-262 que segue de Campo Grande a oeste — rumo a Aquidauana, Anastácio e Corumbá — permanece sob gestão pública do governo federal, via Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
João Maria Vicente
Foto – Colaborador do Fatos Regionais
O governador reeleito Eduardo Riedel (PP), a senadora Tereza Cristina (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) estão em Brasília (DF) para celebrar a vitória dos dois primeiros nas urnas, no último domingo (4), e demonstrar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no 2° turno da disputa presidencial.
Geraldo Resende e a derrota nas urnas: “até dona de zona tem mais credibilidade”
Resultado eleitoral coloca fim à tentativa de reeleição do deputado federal em Mato Grosso do Sul
A eleição deste domingo (4) não foi exatamente como Geraldo Resende esperava.
O deputado federal do União Brasil não conseguiu renovar o mandato e ficou fora da próxima legislatura da Câmara dos Deputados. O resultado foi confirmado após a apuração das urnas em Mato Grosso do Sul.
E, como toda eleição, a internet não perdoou.
Nas redes sociais, o resultado virou combustível para memes e comentários ácidos. Entre as provocações que circulam, uma resume bem o espírito da zoeira:
“Dona de zona tem mais credibilidade que ele.”
A frase, obviamente, entra no campo da opinião e da sátira política, e não de uma comparação baseada em pesquisa ou levantamento de credibilidade.
A urna falou:
Geraldo Resende deixa a Câmara após não conseguir uma das oito vagas destinadas a Mato Grosso do Sul. A mudança também atinge Dourados, que continuará com dois representantes na Câmara, mas agora com Rodolfo Nogueira e Isa Marcondes, após a saída de Geraldo.
O resultado mostra que nomes tradicionais também podem ficar pelo caminho quando o eleitor vai às urnas.
No fim das contas, não adianta currículo, tempo de política ou mandato anterior: quem decide é o eleitor.
E dessa vez, Geraldo Resende ficou de fora.
A urna não tem amizade, não tem favoritismo e muito menos memória afetiva. Ela simplesmente conta os votos.
FONTE: RÁDIO WEB NOTÍCIAS DE TRÊS LAGOAS
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