Santa Casa de Birigui dispensa diretor técnico após menos de um ano no cargo

Santa Casa de Birigui dispensa diretor técnico após menos de um ano no cargo

Santa Casa dispensa diretor técnico após menos de um ano no cargo

Birigui – A Santa Casa confirmou nesta quinta-feira (16) o encerramento do contrato com o médico Carlos Antônio Gonçalves de Souza Filho, que ocupava a função de diretor técnico desde junho do ano passado.

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Segundo apurado, o profissional deixou o cargo nesta semana e optou por não cumprir o aviso prévio previsto em contrato. O desligamento teria ocorrido por falta de disponibilidade para atuar em período integral no hospital. 

A saída acontece em meio a questionamentos levantados após a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) pela Câmara de Birigui, em 17 de março. A investigação foi motivada por uma representação do ex-vereador André Fermino, que aponta possíveis irregularidades na contratação de uma empresa ligada ao então diretor para prestação de serviços de cirurgia geral. 

Entre os pontos questionados estão a ausência de licitação — mesmo com o hospital sob intervenção da prefeitura desde 2022 — e a suposta baixa frequência do médico na unidade, que, segundo a denúncia, compareceria apenas uma vez por semana. 

A Santa Casa informou que já há um nome indicado para substituir o cargo, sendo exigida disponibilidade integral. A definição, no entanto, ainda depende de alinhamento com a prefeita Samanta Borini. 

Paralelamente, o hospital prepara a abertura de um chamamento público para contratação de uma nova empresa responsável pelos serviços de cirurgia geral, seguindo recomendação do Ministério Público quanto à necessidade de соблюção dos trâmites legais. 

Enquanto o novo processo não é concluído, a empresa atual segue prestando os serviços. O contrato em vigor prevê plantões presenciais de 12 horas diárias, conforme escala médica. 

O caso também motivou mudanças na gestão da intervenção. Em março, a prefeitura exonerou a então interventora e nomeou Carmencita Rodrigues Paludetto para o cargo, além de determinar auditoria administrativa e financeira.  

Uma comissão foi criada para acompanhar a intervenção e deverá apresentar um relatório conclusivo à prefeitura em até 90 dias, podendo sugerir medidas corretivas e estruturais.

 

 

FONTE: PÔ BIRIGUI