Andradina
Araçatuba
Três Lagoas
Birigui
Polícia Civil prende investigado por comercializar sinal de 'TV pirata’ em Penápolis

Polícia Civil prende investigado por comercializar sinal de 'TV pirata’ em Penápolis

Agora réu, o jovem havia sido preso durante operação da Polícia Civil em 2020 (Foto: Divulgação)
 

Investigado por comercializar sinal de 'TV pirata’ é preso por determinação da Justiça

Alvo da Operação 404, em 2020, teve a prisão preventiva decretada em processo por lavagem de dinheiro

  

A Polícia Civil prendeu na quinta-feira (3) em Penápolis (SP), Humberto Magalhães Anelli, 28 anos, que teve a prisão preventiva decretada em processo que investiga o crime de lavagem de dinheiro. Em 2020, ele foi alvo da “Operação 404”, realizada pela Polícia Civil de Araçatuba e coordenada pelo Ministério da Justiça.

Conforme divulgado na ocasião, ele seria o responsável por um esquema que movimentava cerca de R$ 5 milhões no ano com a comercialização de sinal de TV paga, obtido de forma fraudulenta. A investigação apontou que o jovem usava um site para transmitir os sinais das TVs capturados de forma fraudulenta e atraía 

Quando a operação foi deflagrada e o site tirado do ar por ordem da Justiça, ele teria cerca de 300 mil usuários, sendo que cada um pagaria R$ 35,00 mensais para receber os sinais dos canais de TV pagos. 

Prisão

Na ocasião, Anelli teve a prisão em flagrante decretada e pagou R$ 30 mil de fiança para responder o inquérito em liberdade. A investigação foi concluída e relatada à Justiça, que recebeu a denúncia do Ministério Público e agora decretou a prisão preventiva.

Segundo o que foi apurado pela reportagem, ao decretar a prisão, a Justiça acatou o pedido baseado na apuração de que o agora réu, teria estruturado uma vasta rede de lavagem de dinheiro proveniente da venda fraudulenta dos sinais de TV, o que também configura o crime de violação de direitos autorais.

Fachada

Ainda de acordo com o que foi divulgado na época, o investigado tinha como fonte oficial de renda uma pizzaria que seria em sociedade com uma irmã. Para a polícia, o negócio seria de fachada para lavagem de dinheiro, já que com a comercialização ilegal dos sinais de TV, ele teria movimentado R$ 674 mil somente nos cinco dias do mês que antecederam a operação.

Durante os cumprimentos dos mandados de busca foram apreendidos três carros de luxo, que juntos, estavam avaliados em mais de R$ 1 milhão, além de 16 cartões bancários sem limite de crédito em nome do empresário, dois relógios Rolex; e uma cadeira de massagem avaliada em R$ 36 mil.

Segue investigando

A investigação apontou a movimentação de mais de R$ 20 milhões em contas bancárias e demais investimentos relacionados ao réu, sendo que várias dessas movimentações não teriam sido justificadas.

Além disso, ele é investigado em outro processo que apura que mesmo após ter sido preso em flagrante, após a deflagração da operação, ele teria retomado as atividades criminosas. Após ser preso, ele permaneceu à disposição da Justiça para passar por audiência de custódia.

A reportagem ainda não conseguiu o contato da defesa de Anelli para comentar sobre a prisão.

 

FONTE: HOJE MAIS