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Polícia Civil faz reconstituição de assassinato de casal em Birigui

Polícia Civil faz reconstituição de assassinato de casal em Birigui

Reconstituição do crime aconteceu nesta quarta-feira (Foto: Divulgação)
 
 

Acusado de matar Mirlene Gonçalves e Robson Leandro Fioroto está preso temporariamente e participou dos trabalhos

 

A Polícia Civil de Birigui (SP) realizou nesta quarta-feira (3), a reconstituição do duplo assassinato ocorrido em 9 de julho no bairro Athenas, tendo como vítima o casal Mirlene Gonçalves, 41 anos, e Robson Leandro Fioroto, 42.

O acusado do crime é um vizinho das vítimas, que está preso temporariamente e participou dos trabalhos, que foram coordenados pelo delegado Eduardo Lima de Paula, com participação de equipe do Instituto de Criminalística.

De acordo com o delegado, o acusado manteve a versão dada após o cumprimento do mandado de prisão. Ele alega que após ser procurado pela vizinha, devido a chegar em casa com o som do carro em volume alto, imaginou que ela fosse buscar uma arma. Ao vê-la com algo na mão, não sabendo precisar o que era, ele atirou.

"Estamos aguardando a conclusão de alguns dos laudos dos exames periciais requisitados para concluir as investigações, com representação pela prisão preventiva do investigado", informa.

Caso

A Polícia Militar foi ao local do crime após ligação telefônica feita pela filha de Mirlene, que encontrou a mãe dela caída na rua, com ferimento de tiro na cabeça. O corpo de Fioroto foi encontrado no corredor da residência, também ferido por disparo de arma de fogo nas costas.

A filha da vítima disse à polícia que havia recebido uma ligação do celular da mãe dela, de pessoa com voz masculina, informando sobre o crime. Quando chegava na casa de Mirlene, a encontrou ferida e viu o carro do vizinho saindo em alta velocidade.

Legítima defesa

O acusado dos crimes tem 29 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça e foi preso ao se apresentar na delegacia, três dias após o duplo homicídio. Ele estava acompanhado de um advogado e alegou legítima defesa.

Ao prestar declarações, o investigado disse que não se recordava da dinâmica exata dos fatos, pois tudo teria ocorrido muito rápido, e não soube precisar quantos disparos fez, alegando que não teve a intenção de matar a vítima.

A arma, uma carabina calibre 44, foi apreendida. O acusado disse que a possuía havia cerca de um ano, quando a adquiriu de um desconhecido, em troca de um aparelho de som. Ele não possui o registro da carabina.

Casal foi morto a tiros por vizinho (Foto: Reprodução)
 
 
FONTE: HOJE MAIS