Santa Casa de Guararapes foi vítima de golpe que desfalcou R$ 300 mil de conta bancária
A direção da Santa Casa de Guararapes confirmou nesta semana ter sido vítima de um golpe que retirou aproximadamente R$ 300 mil de uma das suas contas bancárias. Os detalhes do crime não foram comentados pela instituição.
Segundo a administração do hospital, o golpe foi aplicado à distância, há cerca de um mês, por uma pessoa se passando por agente credenciado do banco onde a entidade possui conta corrente.
Assim que foi descoberto, a direção da Santa Casa denunciou o crime para a polícia para que uma investigação fosse iniciada.
Informalmente, a administração garantiu que foram tomadas todas as providências para recuperar os cerca de R$ 300 mil e, também, identificar a prender os responsáveis.
A administração explicou que não quer detalhar o crime para não atrapalhar as investigações policiais. “Outras entidades foram vítimas do mesmo golpe, no mesmo período”, disse, também informalmente, a gerência do hospital.
Cuidado com o golpe
O golpe da falsa central de atendimento ao cliente é um dos mais sofisticados e usados pelos golpistas, segundo dados da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).
O golpe é aplicado com pessoas ligando e se apresentando como um agente do banco onde a pessoa (física ou jurídica) tem conta e dizendo que há transações suspeitas na conta. O discurso vem acompanhado de pedidos para "atualizar dados" ou realizar um PIX para evitar bloqueio, resultando em perdas de até milhares de reais.
A recomendação da própria Febraban é para que nunca seja fornecido nenhum dado bancário por telefone. Em caso de dúvida, desligue e ligue para o banco usando o canal oficial.
Se mesmo com todos os cuidados você foi vítima de algum golpe, não hesite em procurar um advogado especializado em direito bancário e fraudes digitais.
A responsabilidade dos bancos por transações fraudulentas é reconhecida pela Justiça quando há falhas na segurança ou ausência de mecanismos de bloqueio.
O consumidor tem direito à devolução do valor perdido e, em muitos casos, à indenização por danos morais.
FONTE: JORNAL O IMPACTO



