Araçatuba faz parte de grupo de 65 cidades com ato conta Bolsonaro

Araçatuba faz parte de grupo de 65 cidades com ato conta Bolsonaro

Araçatuba faz parte de grupo de 65 cidades com ato conta Bolsonaro

Ao menos 65 cidades de diferentes regiões do Brasil, entre elas Araçatuba, estão promovendo carreatas e bicicletadas, neste final de semana, em protesto contra o governo Jair Bolsonaro. O ato araçatubense acontecerá neste domingo (21). A concentração está marcada para as 9h30, na avenida Odorindo Perenha, ao lado do Supermercado Rondon.

De acordo os organizadores, após percorrer as principais ruas do centro, o ato vai terminar na Câmara Municipal. Em alguns municípios já houve mobilização nesta sexta-feira (19). Vias da capital paulista e na região do ABC foram fechadas por manifestantes que usaram cartazes para protestar. Também foram registradas mobilizações em outros Estados. As ações estão sendo organizadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, compostas de movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda. No estado de SP, pelo menos 15 acontecerão no sábado (20) e cinco no dia seguinte. As manifestações centrarão fogo nos projetos de reforma administrativa e de privatizações do governo federal e nos problemas na campanha de vacinação contra a covid-19.

Entre as pautas também estará a retomada urgente do pagamento do auxílio-emergencial. A mobilização também contempla a exigência por “vacina já” e gratuita para toda a população, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a proteção ao emprego e a prorrogação do auxílio emergencial, no valor de R$ 600, até o fim da pandemia do novo coronavírus. Para as centrais sindicais e os movimentos sociais, o benefício entre R$ 200 a R$ 250, negociado entre Congresso Nacional e o governo, é insignificante diante do avanço da pobreza no país.

Além de estar condicionado a propostas de reformas neoliberais de Bolsonaro que, na prática, segundo eles, “significam a retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”. De acordo com os organizadores, todas essas pautas que preocupam os brasileiros passam pela luta da democracia, por isso, a centralidade do “fora Bolsonaro” mesmo diante nova composição do comando da Câmara e do Senado, mais alinhado ao governo. Já são 70 o número total de pedidos de impeachment protocolados no Legislativo. Nenhum deles foi colocado para análise pelo ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

E com a eleição de Arthur Lira (PP-AL), apoiada por Bolsonaro, o acolhimento das denúncias ficou ainda mais difícil. Mesmo assim, os movimentos acreditam na pressão popular para a abertura do processo. O coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, por exemplo, não nega que o novo comando da Câmara dos Deputados seja um obstáculo, mas ressalta que “sem mobilização e organização de atos realmente fica impossível sequer colocar em análise os pedidos de impeachment”. “Na nossa concepção, acreditamos que o impeachment é um processo que precisa de mobilização. Então, nós, diferentemente de alguns setores que já ‘jogaram a toalha’ de que não é possível afastar esse genocida da presidência da República, acreditamos que é possível ir em uma crescente de mobilização e pressão para minar a popularidade de Bolsonaro e aumentar o seu desgaste”, afirma.