REDUZIR O FUNCIONAMENTO DAS FARMÁCIAS PÚBLICAS VAI NA CONTRAMÃO DA MELHORIA DA SAÚDE, SEGUNDO O CONSELHO REGIONAL
Estivemos ontem (13) reunidos com representantes do Comitê de Apoio ao Serviço Público (CASP) do CRF-SP, conversando com Reggiani Schinatto e Marcelle Viçoso para relatar e pedir orientação sobre a redução do horário das farmácias públicas nas UBS de nossa cidade.
Recebemos reclamações de moradores que foram retirar medicação e encontraram a farmácia fechada. Pessoas de bairros mais afastados passaram a percorrer maiores distâncias, mesmo doentes, e medicamentos de início imediato, como antibióticos, acabam ficando para outro dia.
Além do retrocesso, há uma questão mais ampla: o papel do farmacêutico no apoio à unidade, e não apenas na dispensação de medicamentos. Na região de Araçatuba, o Conselho desenvolve o projeto CASP para ampliar o cuidado farmacêutico, capacitando profissionais e fortalecendo o serviço nas unidades.
A Atenção Primária é a principal porta de entrada do SUS e exige cuidado contínuo e resolutivo. A farmácia nas UBS é parte essencial dessa estrutura. O farmacêutico em tempo integral garante orientação adequada, uso racional de medicamentos, prevenção de erros, atendimento humanizado, acompanhamento de pacientes, redução de desperdícios e melhor gestão de estoques.
Sua ausência reduz a resolutividade e aumenta riscos. Manter e fortalecer a farmácia nas UBS não é custo, é investimento em qualidade e eficiência, inclusive diante da média de 184 atendimentos por dia registrada em uma das unidades em janeiro.
Na última sessão da Câmara acompanhamos e apoiamos a defesa das vereadoras Elaine e Luzimar e estamos encaminhando pedido formal de apoio ao CRF para intermediar a questão junto à gestão da saúde.
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FONTE: HUGO ZAMBONI



