Laudo do IML de Andradina indica morte violenta de andradinense

Laudo do IML de Andradina indica morte violenta de andradinense

DE CASTILHO (SP) POR RONI PAPARAZZI – O laudo preliminar do Instituto Médico-Legal confirmou que a andradinense Luciana Brites Leite, de 49 anos, foi vítima de homicídio, com morte causada por Traumatismo Cranioencefálico Grave, provocado por instrumento contundente, possivelmente uma pedra.

O corpo, localizado em área rural de Andradina no dia 22 de outubro, apresentava avançado estado de decomposição, o que impediu métodos tradicionais de identificação, como reconhecimento visual ou digital. Mesmo assim, os peritos constataram múltiplas fraturas no crânio e na mandíbula, além de lesões compatíveis com repetidos impactos violentos.

Segundo o laudo, o padrão das fraturas é incompatível com quedas acidentais ou autolesão, sendo típico de agressão intencional. A perícia reforça que, mesmo em estado avançado de putrefação, lesões ósseas permanecem preservadas, permitindo a confirmação da natureza violenta da morte.

O exame ainda aguarda confirmação por DNA, que não havia sido entregue até o momento ao delegado Raony Spetic, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), responsável pelo caso. Ministério Público denuncia familiares

Na quinta-feira (18), o Ministério Público denunciou os familiares envolvidos no crime, acompanhando o indiciamento feito pela DIG.

Foram denunciados:
• Tatiane Barreto Gobbi, cunhada da vítima, por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual;
• Elias Júnior Almeida, genro de Tatiane, por ocultação de cadáver e fraude processual.

De acordo com as investigações, Tatiane controlava financeiramente a família e teria aberto empresas em nome de Luciana. A polícia aponta que o crime teve como motivação ocultar movimentações bancárias suspeitas.

 Dinâmica do crime

No dia 23 de setembro, Luciana foi deixada por Tatiane na UPA de Andradina, reclamando de dores no braço. Após cerca de 1h30, a cunhada retornou para buscá-la.

Durante o trajeto, Tatiane teria administrado um medicamento psicotrópico, deixando a vítima dopada. Em seguida, circulou pela cidade até escolher um local isolado, próximo a uma usina e área de mata, onde desferiu golpes na cabeça e no rosto da vítima.

Após o assassinato, Tatiane utilizou o celular de Luciana para enviar uma mensagem de texto para si mesma, simulando que a vítima teria ido a uma loja com uma amiga. A atitude levantou suspeitas, pois Luciana costumava se comunicar por áudios, não por mensagens escritas.

Elias teria ajudado na ocultação do corpo, utilizando galhos e troncos, além de colaborar na criação de versões falsas para confundir familiares e investigadores.

Ambos permanecem presos preventivamente, à disposição da Justiça.

 

 

FONTE: PAPARAZZINEWS