Por desinteresse dos vereadores a Comissão que investiga Mário Gay poderia ser desfeita por falta de membros e, o caso, inclusive com denúncias de agressão por assédio sexual dentro da própria Câmara Municipal de Andradina, seria arquivado
Os trabalhos da Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada na Câmara Municipal de Andradina para investigar denúncias contra o vereador Mário Gay, até na segunda-feira do dia 25, corria o risco da descontinuidade.
Por falta de vereadores interessados em apurar e investigar as denúncias como membros em substituição da vereadora Cláudia que solicitou seu desligamento do caso alegando conflitos com suas atividades profissionais, Raimundo Justino, o presidente da Câmara pretendia paralisar o processo de investigação e arquivar o caso Mário Gay.
Para impedir a iminente descontinuidade das investigações, o Vereador Geraldo Shiomi Júnior, tomou para si a responsabilidade de garantir o prosseguimento dos trabalhos. A Comissão Especial de Inquérito agora tem como membros os vereadores Zé Rosa, Edgar Dourado e Geraldo Shiomi Júnior. Vale lembrar que decisão da aprovação do relatório de investigação e se for o caso, da abertura de processo de cassação do cargo do vereador é mais política do que jurídica.
As denúncias por supostos comportamentos e situações que a configuram quebra do decoro parlamentar do Vereador Mário Gay vem se acumulando desde meados de 2017 quando foi acusado de agredir por assédio sexual o próprio ex-assessor de gabinete.
Depois de muitas e nítidas tentativas de abafar o caso não apresentando as denúncias em plenário, a Câmara acabou por se convencer na 2ª Sessão Ordinária de 2018 sobre a necessidade de levar o caso para discussão.
Nas redes sociais, as opiniões sobre o caso sempre são as repetidas tentativas de barrar a investigação e fazer o caso caminhar a passos lentos com única intenção de sustentar Mário Gay no cargo de vereador. Fatos que depõe contra a Câmara Municipal e todos os vereadores.
Apesar das palavras de apoio pelo seguimento da CEI, o clima de desconfiança entre os andradinenses que nunca acreditaram no interesse da maioria dos vereadores em investigar as denúncias contra o Vereador Mário Gay, esse tipo de situação, demonstra que a população tem lá suas razões.
Não fosse o Vereador Geraldo Shiomi Júnior ter aceitado fazer parte dos trabalhos, todas as denúncias envolvendo o caso que ficou conhecido na mídia como “escândalo Mário Gay” teria sido engavetado na Câmara Municipal de Andradina.
Nas redes sociais, as opiniões gerais sobre o caso sempre são carregadas de críticas negativas. Para os populares, as repetidas tentativas de barrar a investigação e fazer as investigações caminharem a passos lentos com única intenção de sustentar Mário Gay no cargo de vereador.
Mário Henrique Cardoso – Mário Gay
Vulgarmente conhecido como “Mário Gay”, o vereador do foi eleito na legenda PPS (Partido Popular Socialista), com 582 votos através da coligação PPS / PPL – Andradina mais humana em composição com a coligação “Gente que ama gente” derrotada nas eleições 2016 em Andradina. Em seu breve currículo político o vereador tem protagonizado cenas de violências físicas e verbais. Entre suas pendências o vereador é alvo de investigação de agressor por assédio sexual. A vítima é o próprio ex-assessor de gabinete do Vereador que o acusa de assédio através de mensagens de conteúdos amorosos e até toques indesejados. Quando se sai em defesa própria o vereador quase que sempre se descontrola e acaba envolvido em confusões com cenas que afrontam os padrões e que ferem o respeito à dignidade do Poder Legislativo. As imagens e vídeo que circulam pelas redes sociais na internet dão conta disso. Os resultados das suas pendengas e quizilas foram motivos para chacotas até em rede nacional de televisão. Mário Gay e a própria Câmara Municipal de Andradina se tornaram piadas para Ricardo Boechat no programa Café Com Jornal na Rede Band.




