O novo presidente da Câmara Municipal de Andradina, Raimundo Justino terá muito o que pensar durante o período de recesso parlamentar. Com o retorno dos trabalhos do Poder Legislativo apenas para fevereiro de 2018, ele terá mais de dois meses para decidir como encaminhará a situação Mário Gay.
Mesmo tendo sido eleito 2º Secretário e parte da Mesa Diretora da Câmara, a situação de Mário não é tão tranquila como alguns possam pensar. Acusado de assédio sexual pelo seu ex-assessor e de agressão a duas mulheres nas dependências do prédio da Câmara, a situação dele vem se complicando.
Diversas pessoas que acompanham os bastidores da política local afirmam que a eleição de Mário Gay para a Mesa Diretora foi apenas uma forma de mantê-lo calmo e ao lado do grupo que mantém a base aliada de Tamiko Inoue. Mesmo assim, alguns vereadores começaram a ceder à pressão popular e enxergar com bons olhos a abertura de uma CEI – Comissão Especial de Inquérito – contra o vereador.
Por isso Raimundo Justino passou a ter papel fundamental nesse quebra-cabeça. Fontes garantem que tanto Tamiko quanto seu guru político, o ex-prefeito Jamil Ono, neste momento não querem que seja aberta uma CEI contra Mário Gay. Isto porque, mesmo eleito como oposição, o vereador passou a fazer parte da base aliada, dando maioria ao grupo da prefeita.
Porém, a pressão externa passou a ser grande. Principalmente familiares e amigos de pessoas que supostamente sofreram algum tipo de cerceamento por parte de Mário Gay. Além disso, logo no início do ano é provável que os processos que ele vem enfrentando comecem a trazer resultados. É possível, inclusive, que o MP – Ministério Público – determine que a Câmara coloque em votação as denúncias contra o vereador. Existem pelo menos três denúncias solicitando a abertura de CEI e que, o atual presidente, vereador Silas, optou por engavetar. O desfecho da história parece bem longe.
fonte: Fatos Regionais



