EMPRESÁRIO RICARDO CITRO GERA 200 EMPREGOS NO POSTO VIAJANTES E FICOU PREOCUPADO COM A MUDANÇA
Duplicação da Integração acende alerta em Andradina: Posto Viajantes pode ser o mais prejudicado
A equipe do Jornal Impacto esteve no local para verificar in loco as mudanças previstas no trevo da Avenida Rio Grande do Sul com a Rodovia da Integração (SP-563), onde o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) pretende implantar pista dupla.
Embora o projeto represente avanço na mobilidade e segurança viária, a forma como está desenhado levanta preocupações quanto aos impactos econômicos diretos, especialmente sobre o Posto Viajantes — apontado como um dos maiores contribuintes de ISS do município.
Para seguir sentido Rondon e Pereira Barreto veiculos terão de circular 1 km de ida e volta ao novo traçado: esse acesso será fechado na rotatória atual

A proposta prevê o fechamento do acesso pela rotatória atualmente existente. Com isso, motoristas que trafegam pela avenida e desejam seguir em direção à Rodovia Marechal Rondon ou a Pereira Barreto deverão percorrer cerca de 500 metros no sentido aeroporto para, somente então, realizar o retorno acessando a via duplicada.
O mesmo trajeto será imposto aos clientes do Posto Viajantes. Caminhoneiros e usuários que hoje contam com acesso direto terão que percorrer aproximadamente 1 quilômetro entre ida e volta para entrar no estabelecimento.
Uma mudança que, à primeira vista, pode parecer apenas um ajuste operacional, mas que na prática tende a impactar significativamente a dinâmica de parada dos veículos — especialmente os de carga.
Essa manobra também será impedida com o fim dessa rotatória
Frequentado por caminhoneiros de diversas regiões, o posto consolidou-se como ponto estratégico de apoio logístico, oferecendo estrutura ampla e serviços essenciais. A facilidade de acesso sempre foi um dos principais atrativos. Com a alteração, há o receio de que a parada deixe de ser conveniente, reduzindo o fluxo e, consequentemente, o faturamento.
O empresário Ricardo Citro, responsável pelo empreendimento que reúne diversas atividades e gera cerca de 200 empregos diretos, manifesta preocupação com o cenário. Segundo ele, a mudança pode provocar uma queda acentuada na frequência de clientes. “Não somos contra o progresso, mas é preciso bom senso. Da forma como está, o prejuízo será grande. Isso impacta empregos e também a arrecadação do município”, alertou.
Além disso, investimentos futuros já planejados para a expansão do empreendimento, do outro lado da avenida, passam a ser reavaliados diante da incerteza. O temor é de que a perda de competitividade inviabilize novos aportes.

PROGRESSO SEM PREJUÍZO
A situação evidencia um ponto sensível em projetos de infraestrutura: a necessidade de conciliar desenvolvimento viário com a preservação da atividade econômica local. Neste caso, o Posto Viajantes desponta como o principal afetado, concentrando os impactos mais imediatos de uma intervenção que, embora necessária, carece de ajustes para minimizar prejuízos.
Diante disso, empresários e representantes locais defendem a reavaliação do projeto, buscando alternativas que mantenham a fluidez do trânsito sem comprometer o acesso aos estabelecimentos já consolidados. O apelo é claro: que o progresso avance, mas sem deixar para trás quem ajuda a sustentar a economia do município.
FONTE: JORNAL IMPACTO



