Andradina confirma registro de 299 casos de dengue apenas neste ano

Andradina confirma registro de 299 casos de dengue apenas neste ano

Andradina (SP) confirmou 299 casos de dengue apenas neste ano, segundo a Secretaria de Saúde da cidade. A maioria deles é de dengue tipos dois e três.

Desde outubro de 2018, a cidade contabilizou quase 1,9 mil casos da doença e a morte de um paciente diagnosticado com a doença no dia 30 de dezembro. 

Cidade do interior de São Paulo faz um "arrastão" contra a dengue

Segundo a secretaria, os resultados positivos chegaram de uma vez por causa de um atraso do Instituto Adolfo Lutz, em Araçatuba (SP), que é o laboratório responsável por analisar os exames.

A Prefeitura de Andradina está fazendo arrastões para tentar controlar a doença e, na noite desta quarta-feira (23), também haverá aplicação de inseticida em vários bairros da cidade.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Andradina é a cidade com maior número de confirmações da doença em todo o estado. Já a região noroeste paulista concentra mais de 60% dos casos.

 

Internação

 

Os pacientes que estão com suspeita de dengue ou foram diagnosticados com a doença estão recebendo atendimento nas unidades da saúde da cidade.

Na Santa Casa, todos os leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) estão ocupados e para evitar a lotação do hospital, também estão sendo feitos atendimentos na unidade de pronto-atendimento e Unidade Básica de Saúde.

 

“Dentro da UPA, nós podemos ficar com os pacientes em observação por até 24 horas. É um protocolo do Ministério da Saúde. Assim que são liberados os leitos da Santa Casa, eles são encaminhados para lá. Em casos graves, por meio de um sistema buscamos outra referência e encaminhamos o paciente para onde tenha vaga”, explica o secretário de Saúde de Andradina, Marcelo Gimenes.

Diagnóstico precoce

 

É essencial fazer tanto um diagnóstico clínico – que avalia os sintomas – como o exame laboratorial de sorologia, que verifica a contagem de hematócritos e plaquetas no sangue. A contagem de hematócritos acima do normal e de plaquetas abaixo de 50 mil por milímetro cúbico de sangue pode ser um indício de dengue.

O exame de sangue, por si só, não determina se o paciente está com dengue ou não. É preciso diagnosticar também os sintomas.

Os principais "sinais de alerta" da doença são dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.

 

Período crítico

 

O período crítico da doença é quando a febre do paciente diminui. Se a febre passar e o paciente tiver muita dor na barriga, ele está num estado grave mesmo sem sangramento. Esse poder ser um problema no atendimento primário nos hospitais porque geralmente as pessoas com febre são atendidas prioritariamente.

 

Ao passar a febre, a pessoa pensa que está curada, mas pode apresentar queda brusca de pressão, mal-estar e manchas vermelhas pelo corpo. O número de plaquetas no sangue ainda continua baixo e, por isso, é preciso continuar o tratamento.

O monitoramento clínico e laboratorial tem de ser constante, principalmente 72 horas após o período de febre. A complicação maior acontece no quinto dia da doença. O paciente tem de fazer pelo menos três exames de sangue, no início da dengue, depois da febre e uma terceira vez para ver se as plaquetas já voltaram ao normal.

 

Tratamento

 

A hidratação do paciente é parte importante do tratamento, pois a dengue é uma doença que faz a pessoa perder muito líquido. Por isso, é preciso beber muita água, suco, água de coco ou isotônicos. Bebidas alcoólicas, diuréticas ou gaseificadas, como refrigerantes, devem ser evitadas.

Não existe um medicamento específico para a doença. A medicação serve basicamente para aliviar as dores.

 
Dengue é transmitida pelo Aedes aegypti — Foto: Pixabay/Divulgação

Dengue é transmitida pelo Aedes aegypti — Foto: Pixabay/Divulgação

 
 
 
fonte: TV TEM